Yasunari Kawabata (1899-1972)

O primeiro escritor japonês a receber o Nobel de Literatura, em 1968, ficou indignado pelo fato de o prêmio ter preterido Yukio Mishima a ele. Tal atitude, claro, revela mais do caráter gentil e delicado do escritor do que sua qualidade literária. Kawabata trazia em seus livros doses de prosa e poesia, com muita sensibilidade. Buscando um afastamento de cenários complexos, estruturas e técnicas por ele considerados desnecessários, trabalhou temas de beleza poética, desejos proibidos e impossíveis, além de frequentemente transmitir uma tristeza melancólica – o escritor teve uma juventude trágica na qual perdeu, ao longo dos anos, muitos de seus entes queridos. Autor de obras como A casa das belas adormecidas (1961), Kyoto (1962), O país das neves (1937), O som da montanha (1954) e Mil tsurus (1952), Kawabata tem entre seus admiradores mais famosos o colombiano Gabriel García Márquez.



Kenzaburo Oe (1935 – )

Kenzaburo Oe recebeu o Prêmio Nobel de Literatura por sua obra "que com força poética cria um mundo imaginado, onde a vida e o mito se condensam para formar o desenho desconcertante das dificuldades do homem de hoje". Sua obra inclui contos, escritos políticos e um célebre ensaio sobre Hiroshima. Foi um dos primeiros escritores a receber o prémio Tanizaki (1967) e, em 1994, o prêmio máximo da literatura mundial. Em 1964, Oe recebeu a notícia de que seu primeiro filho nascera com uma anomalia cerebral. O drama familiar do escritor é o mesmo vivido pelo professor Bird, protagonista de sua obra mais aclamada, Uma questão pessoal (1964). Outras obras publicadas no Brasil são Jovens de um novo tempo, despertai! (2011) e 14 contos de Kenzaburo Oe (2011).



Kazuo Ishiguro (1954 -)

O premiado com o Nobel de Literatura em 2017 foi Kazuo Ishiguro "que, em romances de grande força emocional, revelou o abismo sob nossa sensação ilusória de conexão com o mundo". O escritor nasceu na cidade de Nagasaki, no Japão. Aos 5 anos de idade, porém, se mudou com a família para a Inglaterra, razão pela qual cresceu sob a influência das duas culturas. Ishiguro voltaria para a sua terra natal quase 30 anos mais tarde. O Japão pós-Guerra foi tema dos livros A Pale View of Hills (1982) e Um artista do mundo flutuante (1986), seus dois primeiros romances publicados. No Brasil, foram lançadas, ainda, as obras Os vestígios do dia (1989), Quando éramos órfãos (2000), Não me abandone jamais (2005), Noturnos (2009), O gigante enterrado (2015) e Minha noite no século vinte (2017). Após receber o Man Booker Prize, em 1989, por Os vestígios do dia, Kazuo Ishiguro tornou-se um best-seller mundial.



A literatura Mangá

Os mangá são histórias em quadrinhos ou romances gráficos originários do Japão. Fora do Japão, a palavra é tipicamente utilizada para se referir a histórias em quadrinhos publicadas no país muito parecidas com uma banda desenhada, mas a única diferença é que o mangá lê-se da direita para a esquerda muito diferente do normal. Alguns desses mangás foram transformados em animes tipo um desenho animado, alguns desses mangás foram o One Piece e o Dragon Ball.



Biografia de Eiichiro Oda

Eiichiro Oda nasceu no dia 1 de Janeiro de 1975 com atualmente 49 anos ficou famoso por criar o One Piece com mais de 1000 volumes. One Piece é uma história sobre um menino chamado Luffy que tem o sonho de ser o rei dos piratas mas que comeu uma fruta do demônio que lhe concedeu poderes de borracha. Este Mangá teve cerca de 15 filmes e um anime com 1137 episódios.



Um conto tradicional (Yasu e Kazumi)

Yasu e Kazumi é um conto tradicional japonês, focado no amor proibido entre duas personagens, Yamana Yasu e Hosokawa Kazumi. 



Yasu e Kazumi

O céu estava tingido de vermelho. As águas tinham gosto de sangue e o ar era pesado, denso. Nesse período de intensa turbulência, caos, instabilidade e guerras sem fim, nasceu um amor improvável. Yasu pertencia ao clã Yamana. Dotada de muitos talentos, Yasu também possuía grande beleza exterior e interior. Seu destino estava selado desde o nascimento: casaria com um influente samurai do clã.

A vida teria seguido seu curso normal se Yasu não tivesse conhecido Kazumi, membro do clã Hosokawa. Rivais por questões alheias aos seus corações e suas vontades, Yasu e Kazumi tentaram resistir ao sentimento que começaram a nutrir desde a primeira troca de olhares, ocorrida por puro acidente e ocultada por ambos.



Yasu e Kazumi

Eles sabiam que jamais poderiam ficar juntos. O ódio e a rivalidade imperavam entre seus clãs, sedentos por controle e poder. Se fugissem, acabariam presos e decapitados, e suas cabeças enfeitavam a entrada dos feudos para servir de lição. Suas famílias não escapariam à carnificina e seriam dizimadas.

As ruas de Kyoto estavam liquidadas pelas constantes batalhas e, durante esse período de lutas e sangue, não havia um dia sequer de paz. Mesmo assim, Yasu e Kazumi guardavam em seus corações a força e a resiliência, alimentando a certeza de um amor eterno.



Yasu e Kazumi

Como previsto, Yasu casou-se com um prestigiado samurai do clã Yamana. Todos os dias, assim que abria os olhos, a imagem de seu amado Kazumi inundava sua mente, trazendo um pouco de serenidade ao seu coração.

No verão, Yasu e Kazumi sentiam o calor do sol em suas peles, imaginando que, naquele instante, eles estavam juntos. Assim que a neve salpicava as montanhas japonesas e o frio invadia as casas, o casal se conectava através da vastidão de gelo que seus olhos vislumbravam.

Durante o outono, o vento que acariciava o rosto de Yasu era o mesmo que tocava a nuca de Kazumi. Na primavera, a beleza do desabrochar das flores os fazia esquecer a cruel separação que lhes era imposta.




Yasu e Kazumi

Mesmo com as consecutivas ameaças de morte, Yamana Yasu mantinha o amor vivo em seu coração. Nada lhe causava pânico ou medo. Ainda que cumprisse suas obrigações como esposa, mãe, filha e membro do clã, era o rival Hosokawa Kazumi que mantinha acesa a chama de sua existência.

Em seus pensamentos, ela recitava:

"O mesmo gelo que mata o verde das montanhas é o fogo que queima em meu coração. Que meus pés nunca esqueçam onde encontrar os seus."



Yasu e Kazumi

Lutando ao lado dos samurais de seu clã, Kazumi nunca deixou de pensar em Yasu um dia sequer. Mesmo distante e impedido de ter ao seu lado a mulher amada, o guerreiro dos Hosokawa jamais permitiu que nenhum sentimento exterior, nem mesmo o orgulho de sua família, maculasse o que ele nutria por Yasu.



Yasu e Kazumi

Nas noites de lua cheia, no mais absoluto silêncio, ele cantava para si mesmo:

"Anata hitori janai. Que o outono leve para a minha amada o calor de minhas mãos."

Os anos se passaram. Os séculos também. Com eles, a sangrenta Era Sengoku se dissolveu. Os túmulos de Yasu e Kazumi viraram poeira no tempo, mas o amor deles continua vivo em toda manifestação de sentimento verdadeiro que surge em cada um daqueles que sabem reconhecer e valorizar relacionamentos valiosos.



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